O texto Animação Cultural permite uma reflexão a respeito de qual é a nossa relação com os objetos cotidianamente e de que até que ponto chega a dependência do ser humano dos mesmos. A ideia de que os objetos possam começar uma revolução e instalar um governo voltado a seus próprios interesses parece impossível a princípio, mas, após a compreensão do contexto em que vivemos, onde objetos são dados funções essenciais em nossas vidas, inclusive a de assimilação de conteúdo rápido e a de formação de opiniões, é possível perceber que tal "revolução objetiva" não seria tão impensável. Além disso, os padrões e a cultura atuais exigem um nível de objetividade cada vez mais elevado das pessoas no geral, o que ocorre em detrimento das características subjetivas que nos definem como seres animados. Assim, a possibilidade de uma inversão de papeis na relação homem/objeto não seria tanto uma revolução quanto o resultado final de uma mudança que já está ocorrendo.
Ainda assim, as ideias reivindicadas pelos objetos encontram uma grande adversidade. Para colocar seus ideais em prática, seria necessário que não só os seres animados adotassem a objetividade, mas também que os objetos adquirissem subjetividade, pois é a partir dela que é possível manipular os objetos e progredir como sociedade. Desse modo, a criatividade, a emoção e, de modo mais amplo, a animação, são necessárias para o controle do mundo ao nosso redor, sendo essa uma barreira que talvez nunca possa ser vencida pelos objetos.

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