Análise Crítica do Objeto de Scheilla Exupéry

Após as apresentações que ocorreram na quinta-feira, foi pedida uma análise crítica do objeto de uma colega e uma proposta de modificação do mesmo, no caso o trabalho feito pela Scheilla Exupéry. Seu objeto consiste em longas seções de mangueiras  pintadas de cores variadas, por onde passam circuitos com LEDs e ímãs nas pontas. Ao fazer contato entre duas extremidades com imãs diferentes, é fechado o circuito e os LEDs acendem. O objetivo dessa criação é permitir interação com a forma, utilizando a luz como estímulo.
A interface final do objeto é favorável à interação, com acabamento bem feito e material flexível e resistente, o que contribui para o resultado desejado. Ainda assim, há problemas na execução da forma, já que os ímãs não são fortes o suficiente para manter duas seções unidas por si mesmos. Isso consiste em um obstáculo, pois a interação individual fica bem limitada sem uma força que una as partes sozinhas (em grupo isso pode ser superado mais facilmente). Também é importante ressaltar o caráter reativo do produto final, que com a dificuldade da execução da forma acaba por se constituir apenas de uma brincadeira de ligar o circuito, seguindo uma lógica finalística.
Como proposta de modificação, foram combinados esse trabalho e os do Vinicius Nascimento e da Luísa Herculano. Pensando na ideia do um “emaranhado de fios” que foi proposta no objeto do Vinicius e na ideia de recombinação de circuitos utilizando ímãs, a reimaginação do projeto apresentado mantém o formato e o material originalmente, porem diminui seu tamanho e insere ímãs também ao longo das seções, fragmentando os circuitos originais e os multiplicando. Assim, há uma maior possibilidade de formas, que com uma maior quantidade de peças produzirá um efeito de “nuvem brilhante” a partir do seu emaranhado.



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Blog desenvolvido para a matéria Atelier Integrado de Arquitetura, pela estudante Tayná Marques Cunha